CPI apura possíveis falhas em movimentações financeiras da Prefeitura de Joaçaba
Investigações indicam centenas de transferências suspeitas e apontam fragilidades nos controles internos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara de Vereadores de Joaçaba segue avançando na apuração de possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos do município. De acordo com os levantamentos, foram identificadas centenas de transferências financeiras realizadas entre contas da prefeitura e uma conta de pessoa física, no período de 2017 até dezembro de 2025.
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O caso veio à tona após apontamentos do Tribunal de Contas de Santa Catarina, que indicaram indícios de fraude. Até o momento, já foram contabilizadas 457 operações consideradas suspeitas, com valores que ultrapassam R$ 2 milhões.
Na tarde desta segunda-feira (27), os vereadores responsáveis pela investigação — Diego Bairros (presidente), Jean Calza (relator) e Ricardo Menezes — realizaram mais uma rodada de depoimentos. Foram ouvidos representantes de instituições financeiras, incluindo profissionais ligados ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, além de integrantes do setor de controle interno da prefeitura.
Durante as oitivas, os questionamentos se concentraram principalmente nos mecanismos de acesso às contas e nos sistemas de fiscalização existentes. Um dos gerentes bancários ouvidos afirmou que, no atendimento ao servidor investigado como cliente pessoa física, não identificou movimentações consideradas suspeitas.
Mesmo sem a definição exata do montante total desviado, os integrantes da CPI avaliam que os depoimentos colhidos até agora indicam fragilidades nos processos administrativos, o que pode ter facilitado a ocorrência das irregularidades.
O servidor investigado, que atuou por mais de três décadas no município, foi afastado após a identificação do caso. Paralelamente à CPI, as investigações seguem também por parte da Polícia Civil, do Ministério Público e do próprio Tribunal de Contas.
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